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domingo, 2 de julho de 2017

Entre Pasárgada e Macondo


De 18 a 29 de julho a Pequena Companhia de Teatro ocupará o Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza/CE, com grande parte do seu repertório de atividades: 06 apresentações de Velhos caem do céu como canivetes e seus respectivos debates, 02 oficinas – O Quadro de Antagônicos como instrumento de treinamento para o ator e Do narrativo ao dramático: a transposição de gêneros como instrumento de confecção de dramaturgia –, o lançamento do livro Cinco Tempos em Cinco Textos, que reúne minha produção dramatúrgica entre 2003 e 2009, a exposição dos figurinos da performance Literatura Viva, do saudoso Chico Coimbra, e a palestra Desconstrução estética de Velhos caem do céu como canivetes, que pretende aproximar cenógrafos e iluminadores das tecnologias teatrais desenvolvidas por nós durante a última década.

O projeto Teatralidades: a Pequena Companhia de Teatro ocupa Fortaleza foi contemplado pelo edital de Seleção de Projetos Culturais BNB 2016/2018 e segue o nosso conceito de ocupação, que procura passar o maior tempo possível na cidade com grande parte das nossas atividades, para que a comunidade que nos recebe tenha uma dimensão ampla dos caminhos do nosso fazer. Por duas edições consecutivas (a de 2014/2015 contemplou a ocupação do CCBNB em Sousa/PB) a Pequena consegue sensibilizar os pareceristas com uma proposta que foge à regra do trânsito rápido, e tenta extrair uma intensidade maior da ideia de intercâmbio. As cidades de Campo Grande/MS, Primavera do Leste/MT e Goiânia/GO também foram tocadas com o conceito, através do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, em 2016, e muitas ramificações férteis surgiram a partir dessa interlocução mais intensa com os municípios visitados.

Quem nos receberá por lá será o Pavilhão da Magnólia, que fará nossa produção local e assessoria de imprensa, já disparando o diálogo com a cidade e suas idiossincrasias, motivo principal do nosso programa de circulação que procura conseguir o desnudamento dos prazeres e agruras do fazer teatral de cada universo. Para isso, separamos quatro dias da jornada sem atividades formais, para podermos acompanhar espetáculos locais, visitar grupos, sedes, projetos teatrais e toda sorte de atividades que nos possibilitem entender a dinâmica e a lógica da produção cênica de Fortaleza – cidade em que morei por dois anos, num tempo em que teatro ainda era um bicho de sete cabeças que eu almejava conseguir domar algum dia.

Exemplo expresso do que já falei aqui, Fortaleza é uma das capitais mais próximas de São Luís, e uma das mais distantes no que se refere ao intercâmbio de pensamento entre a Pequena e grupos de teatro do país. Estivemos por lá diversas vezes, quando da nossa circulação pelo Myriam Muniz, pelo Palco Giratório e no Festival BNB de Artes Cênicas, com Pai & Filho, mas pouco contato tivemos com a classe artística, ação fundamental para a oxigenação do pensamento, o espelhamento de práticas, o abrandamento de mazelas e a encubação de soluções para a subsistência de grupos de teatro neste trágico Brasil que hoje se apresenta. Capitais menos prováveis são aliadas contumazes na tessitura da teia de que falo no link que acabei de oferecer acima, e que você não teve a gentileza de visitar para que a contextualização seja possível.

Por quê? Por que uma capital mais próxima do que muitas outras se manteve tão distante da Pequena Companhia de Teatro? Por que Piracicaba, Campo Grande, Palmas, Belém, Cuiabá, Porto Velho, Guaramiranga, Teresina, Macapá conhecem nossos últimos dois espetáculos e Fortaleza só conhece um? A principal resposta está num problema que perpasso agora, mas que me debruçarei em uma próxima postagem: com o advento da política dos editais –  esboço de fomento cultural que contribuiu para a construção de cidadania, diferentemente do desmonte atual – deixamos de ser propositivos, e passamos a ser pautados por aqueles que determinam os eixos curatoriais dos editais em questão. Se a Pequena queria ir para Pasárgada e Macondo, não necessariamente o programa da vez queria o mesmo, e acabávamos indo apenas para Macondo. Nossa ida para Macondo, por mais sensacional que fosse, não saciava nosso desejo de ir para Pasárgada, contudo, pouco fizemos para chegar até lá, mesmo sabendo que seríamos amigos do rei.

Agora, para que o projeto de ocupação do CCBNB se tornasse viável, propusemos ir de Pequena Móvel – nome dado por Fernando Yamamoto à nossa forma de deslocamento quando vamos os quatro de carro com o reboque carregando o cenário –, dirigindo os mil quilômetros que separam São Luís de Fortaleza; pincelada de esforço que confirma o desejo de que a cidade conheça um pouco mais a fundo nossa produção. Então, o que nos impediu de arribar em Fortaleza em outro momento? A resposta na ponta da língua é o fator econômico, desculpa que nos acomodou em um calendário sugerido por nós, mas definido por outros. Desculpas, pois, a Pequena Móvel depende de uns litros de combustível para ser independente, e tenho absoluta certeza que não faltaria um colchão limpo e um espaço vazio esperando por nós em qualquer destino desejado.

As reflexões que aqui faço são os passos que dou rumo ao entendimento de outras diversas ações de sustentabilidade que precisamos desenvolver para que a nossa realidade continue sendo a de um grupo de teatro nordestino que apresenta um fazer teatral honesto, independente e constante. Uma dessas ações será o tema da postagem que escreverei no final deste mês, após confirmadas as tratativas. Só não digo do que se trata para não ter que usar a palavra “spoiler”.
 

domingo, 18 de dezembro de 2016

Dando número aos bois


O ano começa a acabar e 2016 leva consigo a marca dos dez anos de existência da Pequena Companhia de Teatro. Atravessamos uma década fazendo teatro e vivendo dele, em um mesmo grupo, com os mesmos integrantes, desenvolvendo pesquisa, montando espetáculos, circulando, ministrando oficinas, promovendo festivais, participando de debates, palestras, seminários, fóruns, sem fazer concessões de ordem estética, política, investigativa, financeira ou intelectual. Esse posicionamento nos custou sangue, suor e lágrimas, mas posso assegurar que nada pingou sem a devida dose de satisfação por saber que construíamos uma trajetória regular, honesta, progressiva e permanente.

Primeiro com César Boaes enredando Jorge Choairy no labirinto de “O Acompanhamento”; depois com o fraternal enlace de Lio Ribeiro e Cláudio Marconcine, em “Entre Laços”; em 2010, Jorge e Cláudio se unem num rito patriarcal, em Pai & Filho, para logo depois saírem da órbita com Velhos caem do céu como canivetes, em 2013. Quatro espetáculos em dez anos. Em dois interstícios a Pequena colabora com a Cia. A Máscara de Teatro para as montagens de “Medéia” e “Deus Danado”, em Mossoró, além de coproduzir duas edições do “Auto da Liberdade”. Pinçaria, também, as 4 edições da Semana Imperatrizense de Teatro, e a performance poético-teatral “Literatura Viva”, com mais de 200 intervenções, para as duas primeiras edições da Feira do Livro de São Luís, das quais a Pequena Companhia de Teatro foi responsável pela direção artística. Para dez anos, poderíamos dizer que se trata de uma produção econômica, mas construída na medida dos nossos anseios e das nossas condições.

Uma das principais virtudes foi que essas produções não se bastaram em São Luís. Desde a primeira circulação, com “O Acompanhamento” pelo interior do Maranhão, em 2006, até a derradeira, com “Velhos caem do céu como canivetes” pela Amazônia Legal, viajamos 67 cidades de 25 estados do país. Todos os espetáculos da Pequena Companhia de Teatro cumpriram pelo menos um projeto de circulação. Visitamos 26 cidades do Nordeste, 14 do Sul, 4 do Centro-oeste, 14 do Sudeste e 9 do Norte, ultrapassando as 250 apresentações. Participamos dos principais projetos de circulação nacional – Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, Palco Giratório/SESC, Viagem Teatral/SESI e SESC Amazônia das Artes –, além de ocupar(e)mos os Centros Culturais BNB de Sousa e Fortaleza, através da Seleção de Projetos Culturais BNB. Viajamos de carro, de barco, de van, de avião, de ônibus, de trem, de carroça – isso mesmo que você lê.

Os 4 Prêmios FUNARTE de Teatro Myriam Muniz ganhos pela Pequena Companhia de Teatro, em 2009, 2010, 2012 e 2013, foram nosso esqueleto de sustentação, e a tábua de salvação para inúmeros grupos teatrais do Brasil, que agora padecem com a falta de entusiasmo do MINC em sinalizar uma gestão séria. Tanto os atores Cláudio e Jorge, quanto os espetáculos, direções, produções, cenários e figurinos ganharam o Prêmio SATED/MA de Artes Cênicas - 10 ao todo. Participamos de 62 festivais ou mostras de teatro locais, regionais, nacionais, internacionais e intergalácticas.

Além disso estudamos, enrolamos, aprendemos e ensinamos. Ministramos 5 oficinas – de atuação, de iniciação, de dramaturgia, de leituras dramáticas e de cenografia –  para mais de 50 turmas, em 30 cidades de 18 estados deste brasilzão, e publicamos, lançamos e vendemos/distribuímos 1.000 exemplares de um livro, minha dramaturgia reunida. Parte dessas atividades promovidas pelo Programa BNB de Cultura, outro inestimável investimento cultural que a classe artística perdeu e não se apercebeu.

Adquirimos a sede, que foi nosso grito de independência criativa. Aqui montamos e estreamos o espetáculo “Velhos caem do céu como canivetes”, mantivemos nosso repertório em temporada regular, ofertamos diversas oficinas, debates, visitas guiadas e um seminário com Gilberto Freire de Santana, Dyl Pires e André Lisboa. Ainda abrimos as portas para produções externas, e recebemos os espetáculos “Para uma avenca partindo”, “A escrita do Deus”, “As 3 fiandeiras”, a performance “Ocupa Árvore”, a palestra “Ser indígena hoje em contexto urbano”, a roda de conversa com Gero Camilo, a Mostra SESC Guajajara de Artes, a Conexão Teatro, a Semana do Teatro no Maranhão, o Festival Ponto de Vista/UFMA, A Feira do Livro de São Luís, o lançamento da revista Palavra, os intercâmbios com o Coletivo Alfenim, a Cia. A Máscara, os Clowns de Shakespeare, o Patuanú, o Tibanaré, a Cia. Pão Doce, A Outra Cia. de Teatro (na verdade, esta nos deve a visita, nós é que fomos lá), a oficina literária de Marcelino Freire, e tudo aquilo que por aqui passou e você não viu.

Também aqui, neste blog, a história da Pequena Companhia de Teatro foi sendo construída; foram 525 publicações, 1283 comentários de assíduos ausentes leitores, e milhares de visualizações, em mais de 6 anos de ininterrupta reflexão sobre o teatro e seu entorno, o mundo. Você, confidente leitor, atenta leitora, foram testemunhas das dores e dos sabores dessa jornada hercúlea, a de se fazer teatro no Maranhão e fazê-lo reverberar além das suas fronteiras.   

Para mim, sem sombra de dúvida, foram os melhores dez anos da minha vida. Katia, Jorge e Cláudio, obrigado. No agradecimento aos três sintetizo minha gratidão a todos os atores que ajudaram a consolidar a nossa caminhada, apoiando, assistindo, comemorando, participando, criticando, patrocinando, aplaudindo, conversando, ignorando, refletindo, jantando, ensinando, torcendo, brigando, convivendo, saboreando. Obrigado!

sábado, 2 de abril de 2016

Teatro para tempos de crise


Semana passada estive em Mossoró palestrando sobre gestão teatral e as estratégias necessárias para encarar tempos de crise, um encontro informal e caloroso com as queridas companhias A Máscara e Pão Doce. O objetivo era tratar a ideia de crise no sentido amplo, abordando crises financeiras, de relacionamento, de gestão, de identidade, etc. Aqui concentrarei minha atenção na dita crise econômica que tanto espaventa.
Nunca me agradou a mistura entre arte e mercado, roda de negócios, comercialização, metas, coaching, produto, lucro, e toda a parafernália mercadológica que é apresentada como obrigatória para o sucesso de uma companhia teatral. Costumo tratar esses mandamentos de maneira distanciada e informal, para não me descobrir, no futuro, um tecnocrata das artes, pançudo e mal pago. Contudo, entendo que vivemos em um mundo onde a indiferença a esses fatores pode ser assustadoramente nociva para o futuro de uma companhia que sobrevive exclusivamente de teatro, como é o caso da Pequena Companhia.
Em tempos difíceis, o que diferencia o teatro de pesquisa de todas as outras atividades do mundo, é que ele sempre esteve e estará em crise econômica. Ele não sabe o que é vida além da permanente dificuldade de sobreviver do seu fazer, portanto, permanece também imune às subidas e descidas de dólar, bolsa, produto interno bruto, taxa de juros etc. O que rege a vida teatral é a subida e descida do pano.
Essa condição deve servir para fortalece uma visão estratégia do grupo de teatro, e tentar perceber a trajetória a longo prazo, arremessar o pensamento ao futuro, imaginar os quadros mais negativos possíveis, e usar a criatividade artística como instrumento gerador de soluções além do óbvio.
Não existe uma regra; penso que cada coletivo deve fazer um diagnóstico preciso da sua situação e, a partir daí, elencar as mais estapafúrdias ideias que dialoguem com seus desejos e dizeres, para formar um banco de possibilidades a serem avaliadas, estudadas, testadas e aplicadas em tempos progressivos e momentos cruciais.
Quando digo estapafúrdias não brinco: de que maneira o espetáculo Velhos caem do céu como canivetes pode ensinar o público chinês a falar português? Em que tipo de leilão pode se leiloar o cenário do espetáculo que já morreu? Como invadir, com um espetáculo, um festival de teatro que não fomos selecionados? Como convencer o mercado a não tratar a arte como mercadoria?
A ideia parte do mesmo princípio que uso para conceber uma nova encenação; pensar além do óbvio, não temer o ridículo, não desistir prematuramente, assustar-se com a própria ideia, evitar o engessamento, sacudir a certeza, respeitar o desalento, resistir. Claro que tudo isso quase nunca dá certo, entretanto, como não cobro pelo conselho, tampouco pago pelo fracasso.

domingo, 12 de julho de 2015

Arte e sistema: uma difícil equação


Após um semestre burocrático, envolvidos em produção de planos, inscrição em festivais, aprovação de dois projetos no SALIC, catalogação de acervo, adequação de arquivo, e outros tantos males necessários para o desenvolvimento da Pequena Companhia de Teatro, eis que retomaremos nossas atividades artísticas a partir da ocupação do Centro Cultural Banco do Nordeste de Sousa/PB.

Sim, perdemos (ou ganhamos) um semestre cuidando de burocracia. Semestre atípico, mas necessário. A pluralidade e diversidade das nossas atividades impossibilitam que a Katia (nossa produtora) seja a única responsável por esses afazeres. Com isso, um tempo criativo valioso é despedido para que a máquina funcione. Por incrível que pareça, não me desagradam essas ocupações – fugindo do imaginário de que artistas são arredios a papeladas, mas não morro de amores por elas.

(Abro um parêntese para falar de um comentário sobre a minha postagem Lei Rouanet ou a diferente lógica de um artista, quando uma leitora carioca dizia não concordar que a gente fizesse de tudo, não aceitar que cada um dos membros da Pequena Companhia de Teatro tivesse várias funções, que isso não era bom porque desvalorizava o artista, que melhor seria se cada um de nós exercesse apenas uma função, que, que, que. Percebe-se que o sudeste não conhece o “resto” do Brasil, e arremato: ninguém conhece a realidade de uma companhia de teatro maranhense a não ser uma companhia de teatro maranhense. Fecho o parêntese pedindo o seu esforço para reatar o fio da meada.).

O que levanto aqui é a necessidade de projetar, a importância de programar, mas, principalmente, o fundamental que é desenvolver uma visão estratégica para além do horizonte cercano, como já falei aqui. Como artistas que somos, precisamos entender nosso entorno, para podermos projetar uma vida de arte em um mundo em que a arte não faz parte da vida.

Esse paradigma exige de nós um olhar menos romantizado (difícil para um romântico inveterado como eu) pelo menos por um quarto do ano produtivo. Afastar-se da cena, do poema, do cinema, do fonema, e ocupar-se do problema, do dilema, da Caema, do esquema; porque ninguém pode entender o que queremos com o nosso fazer artístico a não ser nós mesmos. Digo, não podemos repassar nosso futuro artístico para um tecnocrata, sob pena de encontrarmo-nos na jaula de um leão, com um banquinho e um açoite, sem ter feito a “oficina” de adestração.

Mas como dimensionar tempo artístico e tempo técnico? Como saber se não deixei de ser artista e nem percebi? Como escapar da ardilosa armadilha burocrática sem arranhões?

Penso (apesar de saber que, como diria João Grilo, todo penso é torto) que a arte não se esmaga. O artista não se rende. O sistema jamais conseguirá vergar um artista de verdade. Se a vida lhe tragou, você jamais foi artista. Se você teve que largar a arte para cuidar da produção, sua vida sempre foi produzir, e isso não é demérito, é reconhecimento. Mas, se você é artista e tem que ralar para conseguir fazer sua arte acontecer, não se aflija, você poderá penar, se lascar, se endividar, se rejuntar, mas o artista permanecerá intacto, pese ao esforço do sistema em aniquilar sua arte. Não vejo como possível o esvaziamento artístico em prol de um atarefamento burocrático. No momento exato o artista explode, retoma, inicia, professa.  Se você é artista e teme estar cambaleando pela roleta do sistema, insisto: não se aflija. O impulso artístico organiza isso para você. Do contrário, sinta-se livre, você nunca foi artista.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A Pequena na Paraíba


 “Teatralidades: A Pequena Companhia de Teatro ocupa Sousa”, projeto de ocupação do Centro Cultural BNB – Sousa, na Paraíba, tem o patrocínio exclusivo do Banco do Nordeste do Brasil, através da Seleção de Projetos Culturais BNB 2014, edital viabilizado com recursos de incentivo fiscal, via Lei Rouanet.


A ocupação acontecerá de 01 a 17 de agosto, e contará com coquetel  de abertura, lançamento de livro, apresentações teatrais, debates, oficinas para atores, não atores e escritores, leituras dramáticas e intercâmbio entre a Pequena Companhia de Teatro e um grupo de teatro local.


Serão dois dias de viagem dos quatro membros da Pequena Companhia de Teatro, para percorrer os 1.161 Km que separam São Luís de Sousa, realizados de carro e reboque próprios, nos dias 01 e 02/08, com preferência para deslocamento diurno de 8h por dia.


O coquetel de lançamento do projeto e do livro “Cinco Tempos em Cinco Textos”, dramaturgia reunida de Marcelo Flecha, acontecerá no dia 04/08, e contará ainda com a leitura dramática do texto “Dois”, que, além dos atores Jorge Choairy e Cláudio Marconcine, contará com a colaboração inusitada de Katia Lopes na leitura das rubricas.


Dada as pequenas dimensões do palco do CCBNB, o espetáculo escolhido para a temporada, por sofrer menor prejuízo cênico na compressão da sua espacialidade, será Pai & Filho, com oito apresentações, nos dias 05, 06, 07, 08, 12, 13, 14 e 15/08, sempre às 20h.


Os debates, como de costume, acontecerão logo após as apresentações, e concentrarão seu foco na discussão da encenação e dos procedimentos metodológicos da Pequena Companhia de Teatro.


Apesar do curto espaço de tempo da ocupação, serão ministradas quatro oficinas, sendo, “O Quadro de Antagônicos como instrumento de treinamento para o ator” (05, 06 e 07/08) e “Do épico ao dramático: a transposição de gênero como instrumento de confecção de dramaturgia” (11 e 12/08), ministradas por Marcelo Flecha, e “O quê o meu corpo tem a dizer?” (13, 14 e 15/08), ministrada por Cláudio Marconcine.


Também acontecerá um intercâmbio entre a Pequena Companhia de Teatro e uma companhia de teatro local, que, ao participar da oficina “Leituras Dramáticas: o quê, como e por quê?”, facilitada por Cláudio Marconcine, será a responsável pela leitura dramática realizada no dia 11/08, como resultado de conclusão do intercâmbio e da oficina.


O retorno do coletivo será dia 16 e 17/08, quando iniciará as atividades de manutenção da sede da Pequena Companhia de Teatro, programadas para acontecer no último quadrimestre de 2015.

domingo, 25 de novembro de 2012

@marceloflech


Um dos tantos livros que pretendo publicar na vida se chama “Mínimas, pequenas e outras menores”, com miniensaios, micro-reflexões que venho produzindo e copilando no decorrer do último ano. Estou usando o Twitter para expor algumas e convido vocês para uma breve leitura. É só seguir @marceloflech e perder seu tempo. A surpresa estará no formato da publicação impressa, que, obviamente, não vou revelar aqui. O título do livro ainda é provisório, como os tantos títulos provisórios da minha vida que se permanentizaram. Lá também twitto algumas coleções de fotos que venho tirando no decorrer dos anos e que não servem para coisa alguma. A foto é da coleção "Cúpulas de Buenos Aires". Com veem, sou um verdadeiro fabricante de inutilidades.

sábado, 21 de julho de 2012

Prefiro mil palavras


Abuso. Bestialidade. Covardia. Demagogia. Escuridão. Fanatismo. Ganância. Humilhação. Ingratidão. Jogo. Litígio. Morte. Nada. Ostracismo. Perseguição. Poder. Queixa. Roubo. Safadeza. Tirania. Ultraje. Vergonha. Xenofobia. Zero.

X
Amizade. Bonança. Coragem. Dedicação. Esperança. Força. Grandeza. Honestidade. Imaginação. Justiça. Liberdade. Misericórdia. Nascimento. Orgasmo. Paixão. Querer. Razão. Simpatia. Trabalho. União. Vitória. Xodó. Zelo.

P.S.: Para saber mais, leia o texto Clausura, do livro Cinco Tempos em Cinco Textos, disponível para venda na vitrine deste blog.

sábado, 3 de setembro de 2011

La strada


A partir da iniciativa do governo federal de disponibilizar recursos públicos para montagem e circulação de espetáculos teatrais, companhias puderam amadurecer, conhecer novos grupos, experimentar novas plateias e garantir a sustentabilidade de seus repertórios. Essa realidade plasmou-se na Pequena Companhia de Teatro, através do Prêmio Myriam Muniz de Teatro. Esses recursos viabilizaram a montagem do espetáculo Pai & Filho, em 2010 e, agora, levam a encenação a doze cidades de seis estados diferentes.

Na bagagem, o espetáculo carrega as participações no XVII FENTEPP – Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, do XVII Festival Nordestino de Guaramiranga, do Festival Agosto de Teatro, em Natal, do 53° FESTA – Festival Santista de Teatro, do 18° Festival de Teatro do Rio, do FestLuso 2011 – Festival de Teatro Lusófono, em Teresina, além da 5ª Mostra SESC Guajajara de Artes e da VI Semana do Teatro no Maranhão, em São Luís.

A trajetória de Pai & Filho confirma a importância de editais, prêmios e fundos de cultura para o fortalecimento dos coletivos teatrais que não regem suas ações pelas demandas do mercado e sim pelo poder transformador que o teatro oferece.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dispositivo móvel

Agora o blog da Pequena Companhia de Teatro pode ser acessado por dispositivo móvel, em um formato específico para esse tipo de equipamento. Leitura mais fácil, mais prática. O portal do R7 (sic) deveria seguir o mesmo caminho... O endereço é o mesmo. 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

VI Semana do Teatro no Maranhão

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A Pequena Companhia de Teatro se apresentará com o espetáculo Pai & Filho na VI Semana do Teatro no Maranhão, no dia 21/05 (sábado), às 21h, no Theatro Arthur Azevedo (São Luís - MA). Programação completa aqui.


Marcelo Flecha participará da mesa de debates: Dramaturgia Maranhense - desafios da publicação, no CACEM, dia 22/05, às 16h.

Mesmo em Imperatriz  - estarei indo a São Luís esta noite - sei, graças às redes sociais, das manifestações de protesto no primeiro dia, na cerimônia de abertura. Uma boa pedida é ver o vídeo abaixo.
Festivais e mostras sempre são um espaço privilegiado para a discussão e reflexão, e mesmo que parte dos artistas se evadam da cidade logo após as apresentações de seus respectivos grupos, fica sempre uma brecha para perceber-se num outro. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Música, literatura, teatro e outros bichos


A ocasião não poderia ser melhor. O lançamento em Imperatriz do livro “Cinco Tempos em Cinco Textos” – dramaturgia reunida de Marcelo Flecha coincidirá com a realização do Ciclo de leituras dramáticas do autor, projeto que está acontecendo desde o dia 24 de abril no Teatro Ferreira Gullar.


Marcelo Flecha receberá o público para um brinde à sua estreia literária dia 30 de abril (sábado) a partir das 20h no Boteco do Frei.


A atmosfera da noite de autógrafos terá Jorge Choairy assumindo seu papel de Dj, Cláudio Marconcine seu lado performer e André Lucap empunhando seu violão. A Marcelo caberá provocar intervenções artísticas com quem apareça por lá no decorrer da noite.
Para encerrar as atividades do lançamento, o autor participará do seminário “O teatro contemporâneo e suas vertentes” que acontecerá dia 1º de maio (domingo) às 19h após a leitura do texto “Dois” no Teatro Ferreira Gullar, como parte da programação do ciclo de leituras dramáticas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ciclo de leituras dramáticas Marcelo Flecha


Cairo Morais, Kely Oliveira, Karla Nascimento, Clarícia Dallo, Michel da Costa e Thercyo Ishiai farão leituras dramáticas dos textos Clausura, Dois, Privada e Distorções de um dia interminável, em Imperatriz-MA, no Teatro Ferreira Gullar, no período de 24/04 a 04/05/2011, sempre às 18h10, com entrada gratuita.

Esta ação faz parte do projeto "Processo colaborativo na construção de um espetáculo para as ruas", viabilizado com recursos do Programa BNB/BNDES de Cultura.

Os textos se encaixam perfeitamente em propostas de leituras dramáticas, já que eles não foram montados, são desconhecidos (mesmo publicados em antologia), de autor da contemporaneidade, passíveis de irem à cena e discutidos. 

Para quem se sentia temeroso em escrever, publicar e montar textos de sua autoria, agora com esse ciclo de leituras todos os tabus/mitos/pregas se foram. Basta abrir um sorriso largo e perceber que a funcionalidade da vida não requer tanto assim de nós mesmos.


quinta-feira, 24 de março de 2011

Facebook

Agora, a Pequena Companhia de Teatro está no Facebook. Para adicionar, clique aqui.
Esperamos estar construindo uma rede de informação com amigos, parceiros, colaboradores e público. Agora só falta o nosso sítio.

terça-feira, 22 de março de 2011

Canal de vídeos no YouTube

A Pequena Companhia de Teatro está com um canal de vídeos no YouTube. Para acessá-lo, clique aqui.

Estaremos, durante o ano de 2011, postando o material em vídeo existente em acervo e os registros que ainda estão por vir. Este é o canal!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Twitter

A Pequena Companhia de Teatro agora está no Twitter. Diariamente estaremos postando alguma notícia relacionada à cultura (principalmente teatro), aos afazeres da Companhia e de seus membros. Quem quiser nos seguir e ser seguido, é só assoviar: Pequena C. de Teatro (PequenaCTeatro).
Ele vai funcionar como se fosse um diário para quando estivermos em viagem, principalmente na circulação Norte/Nordeste que se avizinha e em possíveis festivais, já que poderemos postar por celular. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Adeus Ford Ka


Teresina, Bacabal, Pai & Filho, 2005, Canoa Quebrada, Festluso, Cinco Tempos em Cinco Textos, São Bento, Circulação, Medeia, Guajajara, Tibau, Quinta Cultural, Santa Inês, Balsas, Oficina, Fest em cena, Literatura Viva, 2010, Mossoró, BNB de Cultura, Riachão, Ciclo de Leituras, O Acompanhamento, Debate, 2009, Imperatriz, Estreia, Semana do Teatro no Maranhão, 2008, Natal, Myriam Muniz, São José de Ribamar, Fortaleza, 2007, Barreirinhas, Auto da Liberdade, Feira do Livro, 2004, Deus Danado, Entrelaços, 2011, São Luís, Semana Imperatrizense de Teatro, 2006, montagem, travessa da Trindade.



O futuro proprietário do HPS 3277 levará consigo parte da história da pequena companhia de teatro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sob os olhos de Kafka

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A experiência de adaptar Kafka para o teatro coincidiu com a publicação da minha dramaturgia reunida e o surgimento deste blog. Um ano para assumir que escrevo. Sob o olhar impiedoso de Kafka – e tantos outros fantasmas que me açoitam – escrevo porque preciso. Sempre foi assim. Desde o quinto poema anterior ao do dia vinte e nove de junho de mil novecentos e oitenta e seis – primeiro manuscrito meu que possui data de referência – escrevo pela necessidade de espantar as agruras que me cercam. Doloroso, sempre. Um exercício permanente que mistura angústia, incompreensão, nostalgia, revolta e sofrimento. Prazeroso, nunca. Meu prazer está no efêmero, no que ninguém atrapa. O peso do olhar desses monstros transforma meu exercício em detalhe mal concluído, em lente desfocada; uma nota em desafino solta num canto mudo. Penso cada palavra por mim escrita como um natimorto. Nasce morta. Ceifada pelos grandes escritores que sorvi durante a vida: com eles, para que escrever? Ubiratan Teixeira chamou minha tese de “esperta defensiva”. Talvez seja. Em defesa da literatura.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Resultado


Segue a relação dos premiados na nossa promoção. Cada contemplado receberá gratuitamente um exemplar do livro Cinco Tempos em Cinco Textos.

Categoria Comentários:

Xico Cruz
Cairo Morais
Hamilton Oliveira
Elizandra Rocha
Flávia Teixeira

Da categoria Novos Seguidores ainda restam três exemplares em disputa. Os já contemplados são:

Quadrilha Saia Rodada
A Tramando Teatro
Elizandra Rocha (de novo)

Boa leitura!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vale prêmio

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Passamos de oitenta seguidores! Vamos comemorar com prêmios: os próximos cinco comentários receberão gratuitamente um exemplar do livro Cinco Tempos em Cinco Textos (à venda na livrarias Poeme-se, Tambores e Leiamundo), lançado pela pequena editora de livros no último dia sete. Detalhe: os comentários não poderão ser referentes a este post. Deverão ser pertinentes a temas de postagens anteriores – como prova de que alguém lê – não se esquecendo de registrar o endereço de correspondência para o envio do livro. Nosso sistema permite acessar comentários por ordem cronológica, independentemente de em que postagem for feito o comentário.

Também receberão livros as próximas seis pessoas que se tornarem seguidores, levando o blog à incrível marca de noventa pessoas amigas que clicaram em “seguir” por compromisso e nunca mais apareceram!

É a pequena companhia de teatro fortalecendo seus laços internéticos e seu compromisso com a democratização desta opereta meia boca.

P. S.: Palavras do autor