Nas alturas
domingo, 28 de agosto de 2011
Diário de Teresina
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
A aceitação de estranhos
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Diário de Timon (2ª parte)
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Diário de Timon
sábado, 20 de agosto de 2011
Pai & Filho em Timon
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Assim é teatro de grupo
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Entrevista
Marcelo: O que você está achando do Festival de Teatro do Rio?
Flecha: Minhas impressões não são conclusivas, mas é um festival simpático.
Marcelo: E a apresentação de Pai & Filho?
Flecha: Foi caoticamente harmoniosa. A receptividade do público me surpreendeu, riram muito. Só o Rio de Janeiro para querer transformar Pai & Filho em uma comédia. Depois da apresentação, comentários calorosos, elogios, e a certeza de estar fazendo teatro de qualidade.
Marcelo: Por que a roda gira?
Flecha: Porque não é quadrada.
Marcelo: Durante o debate você enrolava um novelo de linha, por quê?
Flecha: Para adiantar a desmontagem. O debate foi mediado por Amir Haddad. Sua condução monologal me permitia enrolar enquanto ouvia. Depois, com a interferência de Cláudio e as perguntas dos espectadores, pude dialogar. O público foi muito generoso, mas continuo sentindo falta de discutir o processo mais a fundo.
Marcelo: E sobre os outros espetáculos?
Flecha: Estou vendo todos, nenhum que me arrebatasse, ainda. Acho que estou cada vez mais ranzinza e mal humorado. A Casa de Cultura Laura Alvim, sim, uma delícia. E Ipanema é muito agradável.
Marcelo: Qual a falta que não falta?
Flecha: De vergonha.
Marcelo: Qual a sua opinião sobre o fato do festival ser competitivo?
Flecha: Todos são. Na contemporaneidade estamos sempre competindo e consumindo, infelizmente. Nas mostras não competitivas, a disputa é apenas mais sutil.
Marcelo: Por quê?
Flecha: Por quê?
Marcelo: Você é um entrevistado insuportável, nunca pensou em se matar?
Flecha: Pensei, logo, desisti.
Marcelo: ... que pena.
domingo, 14 de agosto de 2011
Mando notícias do lado de cá
E quem disse que a vida não se eterniza?
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
E Cazuza tinha razão
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Tripla jornada
O semestre começa com esses dois eventos e com o início do projeto de circulação, em Timon e Teresina, confirmando a impecável carreira do espetáculo até aqui. sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A memória dos outros
domingo, 31 de julho de 2011
Leyendo a los que leen
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Bola cantada
domingo, 24 de julho de 2011
Pirataria de ideias
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Alguma coisa acontece, sempre
domingo, 17 de julho de 2011
Dirigir
O ofício – diretor ou encenador – sofreu transformações no decorrer dos anos, e eu me transformei com ele. Passei da observação à ação. Da violência à paciência. Da consciência à demência. Da ansiedade à calma. Da conveniência à intolerância. Da prática à teoria. Do gosto ao sabor. Do improviso à rotina. De amador a profissional. De admirador a amador. Do verbo ao gesto. Do excesso à essência. Do muito ao pouco. Da madrugada à noite. Da ambição à despretensão. Do sonho à realidade. Do Ger“ar-te” à pequena. Do discurso ao diálogo. Da luz à sombra. Do cozido ao cru. Da juventude à velhice. Da obsessão à obsessão... mas evito contar macarrão. sexta-feira, 15 de julho de 2011
Lango-Lango Retardatário
domingo, 10 de julho de 2011
A personagem
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A palavra no ator
domingo, 3 de julho de 2011
Lentidão
Tenho o raciocínio lento. Eficiente, mas lento. Seja artístico ou científico, lento. Produzir cada uma destas postagens implica em uma semana de labuta. Palavra que entra, palavra que sai, palavra que volta, palavra que cai. Fonética, fonologia, sintaxe, semântica, sêmola, fermento, água e sal. Além da consulta final a Cláudio Aurélio Marconcine. No teatro é igual – ou pior. Novo processo de montagem e o raciocínio é espremido, da alvorada à madrugada, para chegar a uma gota de luz. Cada detalhezinho besta, do espetáculo que vocês veem, consumiu dias de pensamento. Cada ensaio demandou horas de preparação. Invejo o raciocínio rápido! Tenho um amigo cuja velocidade de raciocínio é assustadora – sua humildade me impede de revelar o nome. Com essa dádiva eu estaria assoviando e chupando cana. A lentidão do meu raciocínio me permite, no máximo, estas parcimoniosas linhas. Se eu fosse cronista, e tivesse que produzir uma lauda por semana, estaria frito. Como combino meia dúzia de palavras, estou apenas ferventando.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Jivago
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Você sabia que...
domingo, 26 de junho de 2011
Do ensaio à cena – um rito de passagem
Cada ofício tem sua própria liturgia. Um dos elementos que compõe a liturgia do teatro é o ensaio. Cada vez mais tenho me deparado com convites para ver montagens que não têm respeitado esse elemento, e produções chegam à estreia com quinze, vinte, trinta ensaios – como se a genialidade permitisse experiências dessa natureza. O fazer teatral exige tempo, maturação, rigor, disciplina e um pouco de frescura para não perder la ternura jamás. No entanto, tenhamos respeito pelo espectador. Se não está pronto, ensaiemos até ficar. Uma das desculpas usadas para esta atitude responde pela alcunha de Processo. Digo: o processo é fundamental, mas não é o fim, é o meio para se chegar a um fim – o espetáculo. É interessante chamar o espectador para acompanhar um processo (nossa próxima montagem contemplará a experiência), mas o avisem de que disso se trata. Não o exponham àquela rotineira expressão final de quem não sabe onde foi que se meteu. Ensaio é ensaio, processo é processo, espetáculo é espetáculo. Vão me chamar de careta, eu me denominaria espectador.sexta-feira, 24 de junho de 2011
Pai & Filho no 18º Festival de Teatro do Rio
Expectativas
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Você sabia que...
domingo, 19 de junho de 2011
100
Estamos comemorando a incrível marca de cem seguidores! Apesar disso continuamos sem leitores, sem vergonha, sem assunto, sem problema, sem teto, sem noção, sem tempo, sem desculpa. sábado, 18 de junho de 2011
Você sabia que...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
E o palhaço, o que é?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Você sabia que...
domingo, 12 de junho de 2011
Medeia – um comentário
Amor? Ódio? Vingança? Difícil equilibrar-se na teia deixada por Eurípides entre as palavras que compõem sua Medeia, sem perceber-se à beira do abismal universo humano. Focada no feminino – corte na tradição de Ésquilo e Sófocles –, é a mulher que representa a trágica condição humana a deparar-se com os descaminhos da vida. Desprezando a ideia do destino a guiar os passos descompassados (como defendiam seus pares), o autor descarrega no fator comportamental toda a responsabilidade do infortúnio. A personagem – uma Medeia mais humana que sobre-humana mais mítica que mística – transita por todas as mazelas do labirinto psíquico sem conseguir se desvencilhar das amarras que a vingança lhe impõe pelo amor negado. A amante se sobrepõe à mãe, e o filicídio é fato. Diria o popular: é a história da mãe que matou os filhos. Nada pode ser maior. Nada pode ser pior. É nisso que a genialidade euripidiana se concentra: são nossos atos a desatar os flagelos da existência como se o antídoto nos fosse negado no primeiro suspiro para nos abandonar errantes nesta constante contagem regressiva que chamamos de vida. Medeia erra querendo acertar. “Acerta”, em si, o erro, por considerar necessário o sofrimento mais agudo para aquele que, arbitrariamente, subjugou seu estado feminino, transformando seu amor em ódio. Esta mulher, ensimesmada, se fecha aos apelos e sentencia o mau esposo à pior das penas, que só poderia brotar (como defendiam os antigos) da alma feminina. Machismos à parte, Eurípides marca a humanidade com aquilo que há de mais humano: a mulher. E nos permite, ao decifrar este conturbado universo, desvendar as amarguras e desvarios da alma humana, com suas costumeiras e belíssimas imperfeições.





















