quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

E como vai o seu saco?

[Pausa para uma lembrança]


Hoje está um saco! Qual o caminho tortuoso que não devo percorrer? Se estava no caminho certo, e isso não é bom pois acomoda, por que insistir no errado para não me acomodar? Quando é que eu vou crescer? Não sei de quase nada e as teorias continuam muito chatas.


[Pausa para um desabafo anterior à lembrança]


Quanto ao teatro, quero o lugar nenhum. 
Minha tristeza é só minha.
Produzir/dirigir/atuar.
Morrer de fome e só.
A morte nunca chegará.
Quero dormir um sono intranquilo, sempre. 
Sempre e sempre.
E os corpos?
E o meu corpo?
Talvez eu esteja ficando velho e desejosos do vazio.
Meus espetáculos-solo não diziam nada.
Nada não é o nada, é a potência do tudo.
Um cigarro e uma cerveja


[Pausa para um descarrego]


Amanhã, dia bom. Verei o que fazer. Quanto a mim, digo que o ser ainda vale à pena. Que tal a mim? E o mundo? E depois? Só quero fazer teatro.

4 comentários:

lauandeaires disse...

no meu caso, angústia e sofrimento costumam se transformar em algum produto artístico. Se seu caso for o mesmo isso é um bom sinal

lauande disse...

no meu caso, angústia e sofrimento costumam se transformar em algum produto artístico. Se seu caso for o mesmo isso é um bom sinal

Marcelo Flecha disse...

Andou fumando, né?... que inveja...

EusouAtor disse...

isso é comum a todos nós?